Métodos de preparação para concursos

Esta semana foi publicado meu novo livro, pela Thesaurus. Agradeço a toda equipe e em especial ao Victor Tagore. Excelente trabalho.

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Força Cabañas

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Eu sou um cara que tem ídolos. Tenho vários deles. Mortos, vivos, mortos-vivos, próximos, distantes, ídolos que são meus amigos e até que são meus inimigos. Admirar verdairamente alguém é uma prova de esperança na raça humana. Quando não formos capazes de idolatrar um outro humano, nossa espécie já era.

Sou fã de Cabañas por vários motivos. O primeiro é que ele joga futebol, que é meu esporte preferido. Depois, ele joga por uma seleção com a qual eu simpatizo sempre, que é o Paraguai – sim, também sou fã de Roque Santa Cruz, que forma com Cabañas a melhor dupla de ataque da copa, entre outros.

Ele é um jogador que gosta de jogar futebol. É engraçado como de umas décadas pra cá existem jogadores que não gostam de jogar futebol. Jogam pelo dinheiro, para fazer um pé de meia, pegar as meninas, e por aí vai. Quando não estão jogando futebol, estão aproveitando o tempo com a família, jogando golfe, enfurnados em eventos gospel ou coisas do tipo. Eu sou fã dos jogadores que quando não estão jogando futebol nem concentrados, estão jogando winning eleven, jogando futvolei, batendo pelada beneficente, brincando de bola com os filhos e com a pirralhada do prédio. Um pequeno exemplo do que é gostar de futebol: Zidane, o 4º maior craque do mundo de acordo com a minha lista pessoal, botou no seu filho o nome de Enzo em homenagem a Francescoli. Isso é gostar de futebol.

Por gostar de jogar futebol, e por ter talento, disposição, Cabañas se destaca jogando de atacante, apesar de seu biotipo diferenciado – diferenciado para pior. Baixinho e gordinho, mas goleador.

Vai fazer falta na copa. Vai fazer muito mais falta pro futebol, cada vez mais burocrático e cheio de mauricinhos que aprendem a jogar em escolinha e tem a carreira “administrada” pelos pais. Mas torço que continue vivo. Não te vás.

Festa poética

Resolvi comemorar 30 anos de uma forma diferente. A comemoração do término da terceira década de existência e o início da quarta teria que ser especial e marcante. Já fiz festas em casa onde as pessoas acabavam mesmo assistindo TV. Em outras, com música alta, muito álcool e pouca interação. Em outras, dominó, cerveja e futebol. Queria algo realmente melhor que isso. Então, tome poesia.

Bolamos um recital poético. Cada pessoa se levantava e recitava o poema que bem desejasse. Pensei que não fosse durar tanto, mas foi mais de 1 hora nesse ritmo, pessoa a pessoa, recitando poesias.

Foi uma experiência também antropológica. É surreal imaginar jovens, todos na faixa dos 30 e poucos para baixo, recitando poesias e, mais grave que isso, escutando uns aos outros recitarem poesia. Somos de uma geração que não sabe escutar os outros, justo o contrário, nossa geração se destaca pela vontade de falar o tempo todo mesmo sem ter o que dizer – vide redes sociais. E, para minha alegria e surpresa, a idéia do recital foi um sucesso.

Claro, algumas pessoas já conhecem e curtem poesias. Essas se divertiam lendo seus poemas preferidos em voz alta. Eu incluso. Para quem ainda não tem o hábito da poesia, foi uma experiência e tanto escutar nomes como Gullar, Cunha Melo, Drummond, Vinícius, Miró, e seus poemas na boca de amigos. E também ler poemas escolhidos ali na hora, bateu na página e leu.

Acho que vou querer fazer 30 anos de novo.

Bibliotecas digitais abrem seus acervos

Jornal Correio da Paraíba, 08-11-09, Renata Escarião

Bibliotecas digitais abrem seus acervos

Dos tabletes de argila e pedra ao ciberespaço. Ao longo dos séculos a humanidade buscou as mais diversas maneiras de registrar, armazenar e transmitir idéias e sentimentos. Capaz de transformar mundos, a palavra escrita fez morada nos mais diversos suportes e atravessou o tempo resistindo a guerras, perseguições e transformações tecnológicas.

Templos de sabedoria foram erguidos para proteger tantas vozes. Numa história que antecede a do próprio do livro, as bibliotecas atravessaram o tempo e hoje encaram mais uma transformação: a sua configuração no espaço virtual.

No Brasil, instituições públicas têm encabeçado o processo de digitalização de bibliotecas e detêm, no país, os maiores acervos disponibilizados na rede. Um exemplo é a Biblioteca Nacional Digital (bndigital.bn.br), da Fundação Biblioteca Nacional, que possui o maior acervo digital do país com 14.300 itens entre livros, músicas, mapas, fotografias, arquivos sonoros, manuscritos, gravuras e obras raras. A Paraíba também tem destaque entre os links nacionais, com a Biblioteca Digital Paulo Freire, desenvolvida na UFPB e que reúne as principais obras de um dos maiores educadores do país.

Existe uma diferenciação conceitual entre os termos biblioteca digital e biblioteca virtual. No entanto, o que está no centro das discussões trazidas pela transferência e produção de livros para a rede mundial de computadores é a democratização do acesso e o desaparecimento do livro tradicional.

Segundo o biblioteconomista e mestrando em Ciência da Informação, Gustavo Henn, o processo começou bem antes do que pensamos. Já no século passado, Paul Otlet, considerado um dos pais da ciência da informação, sugeriu a microfilmagem, que transformava as obras em negativos e assim facilitava sua preservação e reprodução. A meta ambiciosa de Otlet era criar uma biblioteca central mundial de documentação jurídica, social e cultural.

No encontro anual de 1936, a American Library Association endossou o uso das microformas, mas já antes dessa aceitação oficial foram usadas entre 1927 e 1935 na Biblioteca do Congresso, que microfilmou mais de três milhões de páginas de livros e manuscritos da Biblioteca Britânica.

O processo avançou com o passar dos anos e hoje acessar conteúdos bibliográficos via internet se tornou algo comum e com promessas de muitos avanços. Gustavo Henn lembra que inclusive o acelerado avanço tem despertado grandes ambições, como a do Google Books de digitalizar todos os livros do mundo.

Para o biblioteconomista, as bibliotecas digitais promovem um acesso interessante a obras internacionais que não estão disponíveis no país ou aquelas cujas edições já se esgotaram. Ela acredita que o processo de digitalização é inevitável e avança numa velocidade assustadora, mas não acha que a procura pelo livro tradicional vai desaparecer da vida dos leitores. “As novas gerações já estão aprendendo a ler no computador. Se hoje é incômodo para nós fazer leituras longas na tela do computador, para meus filhos, que hoje são pequenos, não será problema. De todo modo, acredito que vai haver uma conivência entre as duas leituras. A digitalização ou o surgimento do livro eletrônico não acabam com o livro tradicional”, opinou Gustavo.

Biblioteca Nacional Digital possui maior acervo digital do país

A Biblioteca Nacional Digital (bndigital.bn.br), da Fundação Biblioteca Nacional, possui o maior acervo digital do país com produções que estão em domínio público. São 14.300 itens entre livros, músicas, mapas, fotografias, arquivos sonoros, manuscritos, gravuras e obras raras. Segundo Vinícius Martins, integrante da equipe da Biblioteca Nacional Digital, atualmente os documentos sonoros lideram os números do acervo com mais de quatro mil itens. Entre o material estão 2.700 são fotografias, 2.200 desenhos, 1.500 gravuras, 70 livros raros, 135 outros livros.

Vinícius explicou que quando foi criada, em 2005, a biblioteca deu prioridade ao material iconográfico e por isso não possui um grande número de livros. Quem lidera a oferta de livros na rede é o Portal Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br), biblioteca digital do governo brasileiro que foi lançada em 2004 com um acervo inicial de 500 obras. O portal tem como principal objetivo promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas – na forma de textos, sons, imagens e vídeos – já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada.

Algumas instituições também mantêm seus acervos disponibilizados na internet, como é o caso na Universidade Federal de Minas Gerais com a Biblioteca Digital Brasileira de Computação (BDBComp); da Universidade Federal de Santa Catarina com a biblioteca do Núcleo de Pesquisa em informática literatura e lingüística. Ainda temos a Biblioteca Digital da Universidade Estadual de Campinas, a Biblioteca Virtual – Brasil Escola, a da Fundação Joaquim Nabuco, a Biblioteca Virtual em Saúde, entre outras.

Na Paraíba a Biblioteca Digital Paulo Freire (BDPF) (www.paulofreire.ufpb.br) tem destaque nacional. Criada em 2000 na Universidade Federal da Paraíba, a BDPF tem por objetivo principal disponibilizar pressupostos filosóficos, sociológicos e pedagógicos do pensamento freireano. Foi digitalizado o acervo de Paulo Freire no intuito de disponibilizar o acesso mais amplo possível a estes documentos via web.

Na biblioteca podem ser encontrados livros, discursos, cartas e textos didáticos produzidos pelo autor, assim como materiais produzidos sobre ele.

Professor de literatura

Como um verdadeiro agente de viagens para mundos desconhecidos sem sair do lugar, o livro é bem mais que um conjunto de palavras. Na concepção do professor de literatura Rosenberg Frazão, o processo de leitura envolve uma concepção lúdica que tem no manuseio do livro, seu cheiro e textura valores simbólicos na relação com leitor. “Com a digitalização esses detalhes desaparecem, e isso pra mim faz uma grande diferença. No entanto, temos que admitir que para as gerações futuros isso não será problema”, disse o professor.

Para Rosenberg, os livros digitais não têm a mesma portabilidade que o tradicional (mesmo com o livro eletrônico recém desenvolvido), sem falar nas possibilidades de alteração do conteúdo e em uma democratização do acesso, segundo ele, meio fajuta. “Claro que permite um acesso mais fácil a certas obras, mas para determinado público. Para se ter acesso ao material digitalizado é preciso ter um computador, o que não é a realidade de muitos brasileiros. Aliás, nem saber ler não é para todos no Brasil”.

Pela experiência de 11 anos em sala de aula, o professor divide os estudantes em três grupos. Segundo ele, a grande maioria não se interessa pela leitura. Um segundo grupo, um pouco menor, faz parte da geração mergulhada no mundo em rede e acessa textos e obras mais pela internet. O terceiro grupo, minoria mais ainda número considerável, é composto pelos que gostam de ler e ainda preferem o livro tradicional.

Rosenberg acredita que ainda vai demorar para que o conteúdo eletrônico supere o impresso, mas sabe que o processo é inevitável e reconhece suas vantagens. “Há que se ter cuidado para não tornar a leitura um ato mecânico, fragmentado e sem profundidade”, concluiu o professor.

Literatura infantil – Rabo de Palha

Capa do Rabo de Palha

Já está disponível diretamente no site da Bagaço.

Literatura infantil não é menor. Pelo contrário. Contar e criar histórias para os pequenos é apresentá-los ao mundo. Não se iludam, criança é bem mais inteligente do que a gente imagina.

Primos

Rabo de Palha, livro infantil

Convite do livro Rabo de Palha Bagaço

Convite do livro Rabo de Palha Verso

Convido todos vocês para o lançamento do livro Rabo de Palha, de autoria deste que escreve, no dia 10 de outubro de 2009, no estande da Bagaço na Bienal do Livro de Pernambuco no Centro de Convenções em Olinda – Pernambuco.

Rabo de Palha é uma fábula e conta a aventura de um ratinho em busca de um pedaço de queijo – com direito a um gato astuto e um grilo sábio. É o meu primeiro livro infantil e foi baseado em uma das milhares de historinhas que já inventei para meus filhos.

Não sei como será o esquema de distribuição e divulgação do livro, mas peço aos bibliotecários escolares que me enviem emails para viabilizarmos a divulgação do livro.

Quem estiver em Pernambuco e proximidades e for conferir a Bienal, deixe para ir no sábado dia 10 por volta das 17 horas e apareça lá. Será um prazer enorme (re)vê-los. Sempre tem um filho, afilhado, sobrinho, vizinho que merece ler um bom livro e escutar uma boa história.

Aguardo todos lá.

Canção da Artilharia de Costa

Pra mim, que ou artilheiro, a Canção da Artilharia de Costa é a canção mais forte, mais instigante do Exército. “Quem defende o Brasil não tem medo, e só tem um direito é lutar”.

Letra: Luis Lôbo

Música: Hermínio P. de Souza

Pela costa dos mares profundos,

Ou dos rios às margens floridas,

Afrontando tufões iracundos,

Impassíveis às águas subidas,

Sentinelas da Pátria querida,

Nossa vida é guardar sua vida.

Não tememos a fúria do mar

Nem canhão, nem aéreo torpedo,

Quem defende o Brasil não tem medo

E só tem um dever: é lutar!

E na costa a lutar os primeiros

Somos nós, somos seus artilheiros!

O telêmetro pronto, a luneta

Em constante visada pr’o o mar,

E da alça na estreita cruzeta

Vigilante o pregado o olhar

A um sinal de corneta ou de mão

Preparado para a luta o canhão.

Não tememos a fúria do mar

Nem canhão, nem aéreo torpedo,

Quem defende o Brasil não tem medo

E só tem um dever: é lutar!

E na costa a lutar os primeiros

Somos nós, somos seus artilheiros!

Se o clarão do holofote investiga

Do setor todo o campo a bater,

E descobre uma nau inimiga

Nos comanda uma voz: guarnecer!

E das bocas de fogo inflamadas

Sibilando se vão as granadas.

Atraindo para nós os combates

Que provocam as naus estrangeiras,

Sejam sobre a cidade os ataques,

Ou ataquem as naus brasileiras,

Em cerrado e feroz canhoneio

Evitamos o audaz bombardeio.

Se porém nosso tiro os alcança

Sem que dano mortal se demarque,

E o inimigo à aventura se lança

De tentar conseguir desembarque

Corpo a corpo, à espada, à fuzil

Defendemos ainda o Brasil

Canção do expedicionário

Brasil acima de tudo.

Gullar no Roda Vida

Gullar no Roda Viva.

Paulo Markun: Tem algum otimismo ainda?

Ferreira Gullar: Eu tenho, eu sou muito otimista. Eu costumo dizer que a coisa mais fácil do mundo é ser pessimista. O cara vai ficar velho, brochar e morrer, de modo que tem que ser pessimista [risos]. Então, ser otimista diante desta situação [é] que é difícil. Então, eu acho… porque a minha visão é que o mundo é feito por nós. O homem é uma invenção dele, se ele for pessimista, ele entrega os pontos. Porque não tem quem faça, é ele quem ter que fazer, não pode ser pessimista, tem que encarar a realidade e ir em frente. O pessimismo só desarma o cara, entendeu? Não conduz a nada.

Bate papo com um grande amigo

Minha mãe entrevistou eu e meu grande amigo Neto, mais conhecido como Netoca Boboca. 20 anos de amizade.

Untitled from gustavohenn on Vimeo.

Conservador, reacionário e caretão