Archive for May 2009
Esportes: Rugby

Rugby é um esporte e tanto. A primeira vez que eu realmente prestei atenção nele foi em 2007, durante o Mundial da França. O jogo era justamente Argentina e França e Los Hermanos, ou melhor, Los Pumas, acabaram ganhando. Ganhariam dos anfitriões novamente na decisão do terceiro lugar. Justificando ser a Argentina o mais europeu dos sulamericanos.
São 15 jogadores de cada lado. Então já começa que é um esporte bem democrático, pois completar 15 de cada lado é difícil. Tem que improvisar bastante, colocar gente sem característica de uma posição para fazer as vezes e por aí vai. Por isso já é um esporte fantástico para praticar, e o conjunto faz muita diferença. Rugby em geral é um esporte de elite, e em alguns países, como a França, rivaliza diretamente com o futebol pela preferência popular. Alguns jogadores, como o Homem das Cavernas Chabal, na foto acima, são tão quanto os ídolos do futebol e outros esportes.
Também por serem 15, dá pra imaginar a dificuldade que organizar todo mundo. Assistir um jogo de rugby sem entender as regras é engraçado. Eu fiquei olhando e tentando entender como se dá aquilo. Eu só sabia que o negócio era colocar a bola lá do outro lado. E o rugby dá a impressão de que não importa como isso aconteça, mas vale tudo. Claro, não é bem assim. Não é permitido tocar a bola para um companheiro que esteja à frente. Aliás, você só pode levar a bola pra frente de duas formas. Ou carregando ela com você, ou chutando e correndo atrás. E isso promove, na minha opinião, algumas das jogadas mais bonitas do esporte. Na Copa do Mundo 2007 vi Pichot, da Argentina, dá um banho (lençol) num adversário. Foi fantástico.
O objetivo é botar a bola lá do outro lado. Você pode fazer isso através do Try, que não poderia ter um nome melhor, pois o jogador é sempre lembrado de tentar um try. Tem o mesmo tesão de Goal – objetivo. Você sempre perseque o objetivo. O try vale 5 pontos, e você ganha o direito de chutar direto nas traves e fazer mais 2. O local do chute vai depender do local onde foi marcado o try. Por exemplo, se o try é marcado lá no canto, o chutador vai ter que escolher entre chutar mais de perto e sem ângulo ou mais de longe e com um ângulo razoável. É difícil. Por isso que sempre se busca o try entre as traves, para facilitar chutador.
Outra forma de marcar pontos é chutando entre as traves. É possível fazer isso durante o jogo, acontecem belos golos assim, ou então numa cobrança de penalidade, que também é comum. Nesses casos, o chute vale 3 pontos.
Depois que você entende basicamente as regras, é outra coisa assistir o jogo. Já dá pra perceber técnicas e táticas no que antes só parecia bagunça. Como é um esporte que descende do futebol, a essência é a mesma. É preciso dominar a bola enquanto corre com ela. É preciso saber driblar, fazer finta. É preciso ter visão periférica, fazer corta-luz para enganar o adversário. Enfim, é um esporte e tanto.
É um esporte de alto contato. No entanto, não tem isso de caneleira, ombreira, capacete e tal que tem no primo Football Americano – que alguns chamam de rugby for girls. No máximo um capacetezinho de leve e um protetor bucal pra segurar os dentes. Algumas vezes as tensões crescem, mas não tem sacanagem de fazer algo propositalmente para quebrar uma perna ou as duas do adversário.
Para jogar profissionalmente: 10.
Para assistir: 9.
Para brincar: 10.
obs.: tem uns detalhezinhos em Rugby Union, League, etc. Mas o texto é em cima do Union, que é o melhor de todos e é o mais parecido com o futebol.
Esportes: Volley

Como todo esporte, Volley é maravilhoso. Bom de jogar e bom de assistir. Quer dizer, depois das últimas mudanças, está melhor de assistir do que de jogar. E como tudo que se repete cansa, em breve teremos novas mudanças em prol da audiência.
No meu tempo de jogador de Volley – nunca aprendi a jogar, mas sempre me colocam por conta da altura – existia a vantagem. Que coisa incrível era a vantagem. Consistia no seguinte: você só marcava ponto se o saque fosse seu. Se não, você tomava o direito de sacar para então poder marcar ponto. E por aí vai. Isso de ponto corrido era apenas no tie breack. Imagine então que algumas partidas eram intermináveis. Logo, as TVs achavam complicado transmitir e as pessoas também, pois você se programava para passar 1 ou 2 horas assistindo, mas de repente a partida durava mais que isso e você perdia justamente a parte mais emocionante – o tie breack, onde qualquer erro é fatal.
Nessa época, era permitido errar ao jogador de Volley. E nós viamos jogadas maravilhosas, deixadinhas, segundinhas, largadas, escadinhas, jornada nas estrelas! Um erro não era punido com tanta crueldade. Então era possível arriscar mais. Criar. Inventar.
Hoje não vê mais isso com tanta frequência. Afinal, um erro é um ponto pro adversário. Logo, é melhor forçar o erro. Tem coisa mais sem graça do que ganhar por conta do erro do adversário? Tipo, ganhou quem errou menos? Acho triste. E o Volley (de quadra mais ainda) se tornou isso, um esporte em que o erro é punido severamente, e os jogadores preferem seguir o script a arriscar alguma coisa.
Para quem assiste, é uma maravilha. É um jogo rápido, toda bola vale ponto então se você se levanta pra tomar uma água e estava 10 a 11 quando você volta está 15 a 16. Mas na verdade você não perdeu grande coisa, pois os pontos foram quase todos muito parecidos. E isso se torna chato pois o time mais perfeitinho, mais padrão, mais treinado, vai levar enorme vantagem. O Volley é o esporte em que força física e fôlego valem mais do que experiência e talento. Pois se o jogador não tiver 100% ele vai errar mais. E não se pode errar. Basta ver o corte de Nalbert nas últimas Olimpíadas. Nalbert! Não era qualquer velhaco não, era Nalbert. E a justificativa foi essa: ele não está 100%, então é melhor botar esse menino de 20 anos que tem uma patada do que Nalbert que vai ter que “bater diferente” na bola.
No entanto, e esse é o diferencial dos grandes atletas, tem aqueles jogadores que não tem medo. Que assumem responsabilidade. E fazer isso no Volley, como vimos, é muito mais difícil que em outros esportes. E quando esses estão jogando dá até pra lembrar de antigamente.
Outro resultado disso de não poder errar é a importância exacerbada ao técnico. Pois é ele que vai dizer como o time deve jogar e vai treinar a equipe pra jogar daquele forma “redondinha”. E quem não fizer isso, sai. Afinal, é um esporte em que é muito tranquilo fazer substituição. Assim, o técnico está sempre mostrando que ele está no comando. E isso segura ainda mais a vontade de criar do jogador.
Outro ponto que torna o Volley menos interessante para se jogar é o levantador. Tipo, você só tem um cérebro no time. Uma cabeça pensante. Uma instância de decisão. Os outros jogadores estão lá somente pra descer a mão. E pra piorar ainda tem o Líbero, que é outra função bastante específica. Resultado, cada atleta acaba ficando limitado dentro de suas funções e fundamentos. E isso diminui as chances de variação e de criatividade para os jogadores. Não dá pra improvisar e dizer “hoje Giba vai ser o líbero pra confundir o adversário”.
Volley.
Pra jogar profissionalmente: Nota 8.
Pra brincar de jogar: Nota 10.
Pra assistir: Nota 9.
Dedicatórias
Sempre é uma honra receber livro com dedicatória. Seja do próprio autor, seja de quem presenteia.
Resolvi colocar no Flickr todas as dedicatórias que tenho aqui em casa. Como recentemente recebi mais uma, então 99%.
Algumas que eu gosto muito:
Eu me certifico
Este é o primeiro evento de biblio que ajudei a organizar. Bons tempos aqueles em que cada pequena conquista era uma vitória.
Gosto desse certificado pois eu mesmo me certifiquei. Poucos podem fazer isso










