Canção da Artilharia de Costa

Pra mim, que ou artilheiro, a Canção da Artilharia de Costa é a canção mais forte, mais instigante do Exército. “Quem defende o Brasil não tem medo, e só tem um direito é lutar”.

Letra: Luis Lôbo

Música: Hermínio P. de Souza

Pela costa dos mares profundos,

Ou dos rios às margens floridas,

Afrontando tufões iracundos,

Impassíveis às águas subidas,

Sentinelas da Pátria querida,

Nossa vida é guardar sua vida.

Não tememos a fúria do mar

Nem canhão, nem aéreo torpedo,

Quem defende o Brasil não tem medo

E só tem um dever: é lutar!

E na costa a lutar os primeiros

Somos nós, somos seus artilheiros!

O telêmetro pronto, a luneta

Em constante visada pr’o o mar,

E da alça na estreita cruzeta

Vigilante o pregado o olhar

A um sinal de corneta ou de mão

Preparado para a luta o canhão.

Não tememos a fúria do mar

Nem canhão, nem aéreo torpedo,

Quem defende o Brasil não tem medo

E só tem um dever: é lutar!

E na costa a lutar os primeiros

Somos nós, somos seus artilheiros!

Se o clarão do holofote investiga

Do setor todo o campo a bater,

E descobre uma nau inimiga

Nos comanda uma voz: guarnecer!

E das bocas de fogo inflamadas

Sibilando se vão as granadas.

Atraindo para nós os combates

Que provocam as naus estrangeiras,

Sejam sobre a cidade os ataques,

Ou ataquem as naus brasileiras,

Em cerrado e feroz canhoneio

Evitamos o audaz bombardeio.

Se porém nosso tiro os alcança

Sem que dano mortal se demarque,

E o inimigo à aventura se lança

De tentar conseguir desembarque

Corpo a corpo, à espada, à fuzil

Defendemos ainda o Brasil

One Response to “Canção da Artilharia de Costa”

  1. Eduardo Says:

    Bela canção, mas a nunber one é, sem dúvida, Expedicionário!
    Você sabe de onde eu venho ?
    Venho do morro, do Engenho,
    Das selvas, dos cafezais,
    Da boa terra do coco,
    Da choupana onde um é pouco,
    Dois é bom, três é demais,
    Venho das praias sedosas,
    Das montanhas alterosas,
    Dos pampas, do seringal,
    Das margens crespas dos rios,
    Dos verdes mares bravios
    Da minha terra natal.
    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa
    Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.

    Eu venho da minha terra,
    Da casa branca da serra
    E do luar do meu sertão;
    Venho da minha Maria
    Cujo nome principia
    Na palma da minha mão,
    Braços mornos de Moema,
    Lábios de mel de Iracema
    Estendidos para mim.
    Ó minha terra querida
    Da Senhora Aparecida
    E do Senhor do Bonfim!

    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa
    Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.
    Você sabe de onde eu venho ?
    E de uma Pátria que eu tenho
    No bôjo do meu violão;
    Que de viver em meu peito
    Foi até tomando jeito
    De um enorme coração.
    Deixei lá atrás meu terreno,
    Meu limão, meu limoeiro,
    Meu pé de jacaranda,
    Minha casa pequenina
    Lá no alto da colina,
    Onde canta o sabiá.

    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa
    Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasil.

    Venho do além desse monte
    Que ainda azula o horizonte,
    Onde o nosso amor nasceu;
    Do rancho que tinha ao lado
    Um coqueiro que, coitado,
    De saudade já morreu.
    Venho do verde mais belo,
    Do mais dourado amarelo,
    Do azul mais cheio de luz,
    Cheio de estrelas prateadas
    Que se ajoelham deslumbradas,
    Fazendo o sinal da Cruz !

    Por mais terras que eu percorra,
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá;
    Sem que leve por divisa
    Esse “V” que simboliza
    A vitória que virá:
    Nossa vitória final,
    Que é a mira do meu fuzil,
    A ração do meu bornal,
    A água do meu cantil,
    As asas do meu ideal,
    A glória do meu Brasi(l…)

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Conservador, reacionário e caretão