REFERENCIAIS PARA ELABORAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO PARA EAD NO
REFERENCIAIS PARA ELABORAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO PARA EAD NO ENSINO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICO.
Vale a pena a leitura. Destaco alguns trechos:
É importante, ainda, que sejam definidos os objetivos e a eles estejam
articulados os processos de avaliação da aprendizagem. Se, por um lado, os conteúdos
apresentados devem pressupor a sua contextualização e as estratégias de ensino adotadas,
por outro, os conteúdos avaliados devem estar associados aos objetivos de aprendizagem,
definidos de forma clara e precisa no início de cada etapa, unidade ou módulo.
A educação à distância coloca a responsabilidade do aprendizado muito mais no aluno do que nos professor. Por isso, deve fornecer meios para que os alunos possam efetivamente desenvolver seus conhecimentos. O que eu acho mais interessante na EAD é que a avaliação é também uma forma de aprendizado, coisa que no ensino tradicional de sala de aula não é entendida assim.
O material didático desenvolvido para cursos a distância é experimental e
perecível. Portanto, podem e devem ser encarados como passíveis de serem revisados,
ampliados, modificados, reformulados e adaptados conforme as necessidades encontradas
ao longo da implementação e desenvolvimento do curso.
Não tem nada perfeito e acabado. Refazer e reformular para tornar a experiência ainda melhor.
Ao proceder à releitura, acelerar, retardar ou retroceder à informação, o aluno
percorre o material didático de diferentes modos, vivenciando uma experiência não-linear
de aprendizagem.
Essa é uma das vantagens da EAD. O aluno decide tudo e não precisa ficar envergonhado de pedir para o professor repetir. A aprendizagem fica dessa forma mais natural.
Para além de uma aula filmada, um material audiovisual precisa explorar a
especificidade da sua linguagem: tanto os recursos de áudio (trilha sonora, ruídos especiais,
músicas, jingles, falas, verbalização), como os recursos visuais (dramatização;
depoimentos; textos visualizados; caracteres; registro, gravação ou simulação de incidentes,
fenômenos e comportamentos; efeitos de computação gráfica; gráficos; mapas; fotos;
ilustrações animadas e inanimadas; charges; resumos etc). Esses recursos são poderosas
ferramentas para enfatizar e sintetizar pontos fundamentais, devendo ser usados para
ratificar e repetir os conteúdos mais importantes.
Isso é elementar na EAD mediada por computador. Afinal, não há diferença entre assistir uma aula in loco com o professor ou um vídeo dessa aula. Agora, assistir a aula com a possibilidade de pausar para consultar na Wikipédia algum termo ou assistir algum vídeo no Youtube, sim.
As estratégias de ensino e de aprendizagem devem se concentrar na orientação
e acompanhamento das atividades para construção do conhecimento. O desenvolvimento da
autonomia do aluno frente ao computador é peça chave na inclusão digital proporcionada
pelo uso desse tipo de material.
Ponto-chave. O aluno tem que se sentir à vontade e confortável no uso do computador e da Internet. Do contrário seu aprendizado será dividido entre aprender a usar o computador e o conteúdo do curso que estiver fazendo.