Quem não lembra, quando era criança, de já ter sido café-com-leite? Talvez em outras regiões tenha outro nome, mas ser café-com-leite é participar das brincadeiras sem ser “pra valer”. É definitivamente uma das invenções mais fantásticas da humanidade, pois permite que as crianças participem sem interferir, e assim vão aprendendo, crescendo, respeitando as regras dos jogos, até poderem efetivamente brincar “a vera”.
Dia desses minha filha passou por isso. Crianças maiores brincavam de pega ou algo parecido, e ela também corria pra e pra cá, vez ou outra pegava alguém e tal, mas estava lá de café-com-leite.
É o tipo de brincadeira em que todos saem felizes.
O irmão é Sasquatch, mecana estica – gordo que só e é o que sempre faz algo errado para aprender com o erro.
O outro elemento da turma é Komodo, que é uma espécie de líder atrapalhado.
É interessante notar que entre os personagens temos um dinossauro, 2 animais que existem atualmente, um rato, que é bem comum em desenhos, e um Dragão de Komodo, que é unusual. Quanto às cores, é igual ao de sempre. O líder é vermelho. Os menis são Azul e Verde. As meninas, rosa e amarelo.
Mas o melhor de tudo é o final. Sempre, sempre mesmo, depois de solucionarem um superdesafio, no final do desenho eles descobrem que tal desafio é ainda maior. Mas eles conseguem, os mecanimais podem tudo.
De tanto assistir os filmes das princesas Disney, criei rankings. O primeiro é o dos príncipes:
1. Príncipe Filipe (Bela Adormecida) – O Príncipe Felipe é um verdadeiro herdeiro de trono e se comporta como tal. É um guerreiro. Vai casar com uma princesa que nunca viu na vida, sem discutir, apenas para unificar os reinos, mas mesmo assim a ama e luta por ela bravamente. Ele é o mais valente de todos, enfrentou Malévola com toda a força do seu coração e de sua espada. E não teve meio termo, foi lá e beijou a bela adormecida.
2. Fera (A Bela e a Fera) – É um príncipe enclausurado duplamente. Num castela malassombrado e em um corpo de monstro. O amor o transformou novamente em humano. Ele permitiu a troca do cientista maluco por sua filha, Bela. O que mostra que é um ser inteligente. Fez Bela se apaixonar, mostrando que as aparências enganam, inclusive mostrou gostar de livros, com uma enorme biblioteca. Lutou contra Gaston e os camponeses revoltados, impedindo que Bela se machucasse. Ele é realmente muito forte, mas ele era uma fera. Por isso fica em segundo lugar.
3. Príncipe Eric (Pequena Sereia) – Menino mimado, é um príncipe bon vivant. Tava ali passeando com o navio do papai Rei, sofreu uma intempérie e foi salvo por uma sereia. Apaixonou-se. Mas na melhor cena do filme, que é pra mim uma das melhores cenas de todos os filmes que já assisti, nem com toda ajuda da Lagosta e com aquela música fantástica (Kiss the girl) ele não tem coragem de a beijar. Mas na hora necessária lutou por seu amor, mesmo sem ser lá um grande guerreiro.
Último. Príncipe de Cinderella – Abestalhado que nem foi pessoalmente atrás da amada. Nem nome ele tem, é um capacho do pai e um zé dominado por mulher, no caso, Cinderella.
Passei a manhã de hoje visitando escolas infantis. Fui em três.
A escola 1 é interessante. Não é tão grande e vai só até o 1º ano, que é o novo nome da alfabetização, mas tem boas salas, brinquedos demais. Por onde se anda se vê brinquedos e livros espalhados. As professoras são felizes, transparecem que gostam de crianças. Pelo que conversei com a professora que nos atendeu, a escola incentiva bastante a imaginação e a socialização das crianças. As atividades são mais fora de sala de aula do que dentro. Tem espaço para contação de histórias, teatrinho, pintura, dança e essas coisas todas. A escola 1 trata criança como criança.
A escola 2 também é interessante. É uma escola grande, vai até o pré-vestibular. As salas são bem organizadas, as professoras possuem várias titulações, são altamente especializadas. Tem bibliotecas perfeitamente organizada, bibliotecária, brinquedoteca. A escola tem até mini-cidade (mas para crianças um pouco maiores), tem restaurante com comida natural, ensina noções de trânsito, tem horário pra brincar, pra comer, pra estudar, as crianças levam tarefas para casa. A escola 2 trata a criança como um pequeno adulto.
A escola 3 não é nada interessante. A coordenadora nos perguntou: qual a necessidade de vocês? Como se nós tivéssemos necessidade, como outros pais tem, de se livrar da criança. Tem até camas e berços para as crianças dormirem. Parece até um orfanato. A escola 3 trata a criança como um bebê que dá trabalho aos pais.
Vamos colocar a pequena na escola 1. Quero que ela desenvolva ainda mais a criatividade dela, especialmente trabalhando em conjunto com outras crianças. Não quero que ela vá para a escola para ser ensinada, quero que ela vá para criar.