Resolvi comemorar 30 anos de uma forma diferente. A comemoração do término da terceira década de existência e o início da quarta teria que ser especial e marcante. Já fiz festas em casa onde as pessoas acabavam mesmo assistindo TV. Em outras, com música alta, muito álcool e pouca interação. Em outras, dominó, cerveja e futebol. Queria algo realmente melhor que isso. Então, tome poesia.
Bolamos um recital poético. Cada pessoa se levantava e recitava o poema que bem desejasse. Pensei que não fosse durar tanto, mas foi mais de 1 hora nesse ritmo, pessoa a pessoa, recitando poesias.
Foi uma experiência também antropológica. É surreal imaginar jovens, todos na faixa dos 30 e poucos para baixo, recitando poesias e, mais grave que isso, escutando uns aos outros recitarem poesia. Somos de uma geração que não sabe escutar os outros, justo o contrário, nossa geração se destaca pela vontade de falar o tempo todo mesmo sem ter o que dizer – vide redes sociais. E, para minha alegria e surpresa, a idéia do recital foi um sucesso.
Claro, algumas pessoas já conhecem e curtem poesias. Essas se divertiam lendo seus poemas preferidos em voz alta. Eu incluso. Para quem ainda não tem o hábito da poesia, foi uma experiência e tanto escutar nomes como Gullar, Cunha Melo, Drummond, Vinícius, Miró, e seus poemas na boca de amigos. E também ler poemas escolhidos ali na hora, bateu na página e leu.
Convido todos vocês para o lançamento do livro Rabo de Palha, de autoria deste que escreve, no dia 10 de outubro de 2009, no estande da Bagaço na Bienal do Livro de Pernambuco no Centro de Convenções em Olinda – Pernambuco.
Rabo de Palha é uma fábula e conta a aventura de um ratinho em busca de um pedaço de queijo – com direito a um gato astuto e um grilo sábio. É o meu primeiro livro infantil e foi baseado em uma das milhares de historinhas que já inventei para meus filhos.
Não sei como será o esquema de distribuição e divulgação do livro, mas peço aos bibliotecários escolares que me enviem emails para viabilizarmos a divulgação do livro.
Quem estiver em Pernambuco e proximidades e for conferir a Bienal, deixe para ir no sábado dia 10 por volta das 17 horas e apareça lá. Será um prazer enorme (re)vê-los. Sempre tem um filho, afilhado, sobrinho, vizinho que merece ler um bom livro e escutar uma boa história.
Ferreira Gullar: Eu tenho, eu sou muito otimista. Eu costumo dizer que a coisa mais fácil do mundo é ser pessimista. O cara vai ficar velho, brochar e morrer, de modo que tem que ser pessimista [risos]. Então, ser otimista diante desta situação [é] que é difícil. Então, eu acho… porque a minha visão é que o mundo é feito por nós. O homem é uma invenção dele, se ele for pessimista, ele entrega os pontos. Porque não tem quem faça, é ele quem ter que fazer, não pode ser pessimista, tem que encarar a realidade e ir em frente. O pessimismo só desarma o cara, entendeu? Não conduz a nada.
Recebi quase agora a notícia do falecimento da Professa Suzan Schimidt. Foi minha professor de fontes de informação e indexação e resumos.
A biblioteconomia brasileira e a pernambucana perdem muito.
Apesar de seu jeitão rígido e olhar severo, ela era uma professora muito querida. Por mim também.
Tem um momento que me marcou muito com a Professor Suzana. Foi por ocasião do lançamento do meu primeiro livro, O Crime da rua zico. Eu sempre fui tímido e chato, então não esperaa que os professores se interessassem. No entanto, muitos me parabenizaram comprando o livro. rofessor Suzana, porém, comprou 2, ficou com 1 e deu o outro ao Ricardo, também bibliotecário, que conversava com ela no momento.
O irmão é Sasquatch, mecana estica – gordo que só e é o que sempre faz algo errado para aprender com o erro.
O outro elemento da turma é Komodo, que é uma espécie de líder atrapalhado.
É interessante notar que entre os personagens temos um dinossauro, 2 animais que existem atualmente, um rato, que é bem comum em desenhos, e um Dragão de Komodo, que é unusual. Quanto às cores, é igual ao de sempre. O líder é vermelho. Os menis são Azul e Verde. As meninas, rosa e amarelo.
Mas o melhor de tudo é o final. Sempre, sempre mesmo, depois de solucionarem um superdesafio, no final do desenho eles descobrem que tal desafio é ainda maior. Mas eles conseguem, os mecanimais podem tudo.