Esportes: Volley

May 08 2009

volley

Como todo esporte, Volley é maravilhoso. Bom de jogar e bom de assistir. Quer dizer, depois das últimas mudanças, está melhor de assistir do que de jogar. E como tudo que se repete cansa, em breve teremos novas mudanças em prol da audiência.

No meu tempo de jogador de Volley – nunca aprendi a jogar, mas sempre me colocam por conta da altura – existia a vantagem. Que coisa incrível era a vantagem. Consistia no seguinte: você só marcava ponto se o saque fosse seu. Se não, você tomava o direito de sacar para então poder marcar ponto. E por aí vai. Isso de ponto corrido era apenas no tie breack. Imagine então que algumas partidas eram intermináveis. Logo, as TVs achavam complicado transmitir e as pessoas também, pois você se programava para passar 1 ou 2 horas assistindo, mas de repente a partida durava mais que isso e você perdia justamente a parte mais emocionante – o tie breack, onde qualquer erro é fatal.

Nessa época, era permitido errar ao jogador de Volley. E nós viamos jogadas maravilhosas, deixadinhas, segundinhas, largadas, escadinhas, jornada nas estrelas! Um erro não era punido com tanta crueldade. Então era possível arriscar mais. Criar. Inventar.

Hoje não vê mais isso com tanta frequência. Afinal, um erro é um ponto pro adversário. Logo, é melhor forçar o erro. Tem coisa mais sem graça do que ganhar por conta do erro do adversário? Tipo, ganhou quem errou menos? Acho triste. E o Volley (de quadra mais ainda) se tornou isso, um esporte em que o erro é punido severamente, e os jogadores preferem seguir o script a arriscar alguma coisa.

Para quem assiste, é uma maravilha. É um jogo rápido, toda bola vale ponto então se você se levanta pra tomar uma água e estava 10 a 11 quando você volta está 15 a 16. Mas na verdade você não perdeu grande coisa, pois os pontos foram quase todos muito parecidos. E isso se torna chato pois o time mais perfeitinho, mais padrão, mais treinado, vai levar enorme vantagem. O Volley é o esporte em que força física e fôlego valem mais do que experiência e talento. Pois se o jogador não tiver 100% ele vai errar mais. E não se pode errar. Basta ver o corte de Nalbert nas últimas Olimpíadas. Nalbert! Não era qualquer velhaco não, era Nalbert. E a justificativa foi essa: ele não está 100%, então é melhor botar esse menino de 20 anos que tem uma patada do que Nalbert que vai ter que “bater diferente” na bola.

No entanto, e esse é o diferencial dos grandes atletas, tem aqueles jogadores que não tem medo. Que assumem responsabilidade. E fazer isso no Volley, como vimos, é muito mais difícil que em outros esportes. E quando esses estão jogando dá até pra lembrar de antigamente.

Outro resultado disso de não poder errar é a importância exacerbada ao técnico. Pois é ele que vai dizer como o time deve jogar e vai treinar a equipe pra jogar daquele forma “redondinha”. E quem não fizer isso, sai. Afinal, é um esporte em que é muito tranquilo fazer substituição. Assim, o técnico está sempre mostrando que ele está no comando. E isso segura ainda mais a vontade de criar do jogador.

Outro ponto que torna o Volley menos interessante para se jogar é o levantador. Tipo, você só tem um cérebro no time. Uma cabeça pensante. Uma instância de decisão. Os outros jogadores estão lá somente pra descer a mão. E pra piorar ainda tem o Líbero, que é outra função bastante específica. Resultado, cada atleta acaba ficando limitado dentro de suas funções e fundamentos. E isso diminui as chances de variação e de criatividade para os jogadores. Não dá pra improvisar e dizer “hoje Giba vai ser o líbero pra confundir o adversário”.

Volley.
Pra jogar profissionalmente: Nota 8.
Pra brincar de jogar: Nota 10.
Pra assistir: Nota 9.

2 responses so far

  1. eu quero ser jogadora de volley nacie numa familia de profissionais quero muito ser da seleçao basileira

  2. por favor me ajude quero muito ser jogador de voley

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